Projeto Adapto confecciona mobiliários de plásticos

Programa Educacional faz parte da atividade dos alunos d curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina do ABC

Quem entrar em uma das salas da Faculdade de Medicina do ABC, onde é realizada a confecção de projeto mobiliário nomeado Adapto, encontrará um universo de possibilidades de inclusão. Os alunos do quarto semestre do curso de Terapia Ocupacional estão com a mão na massa para demonstrar criatividade e sustentabilidade na ação. A atividade, fundada em 2010, funciona como estágio para os estudantes e traz oportunidades para famílias de baixa renda com o reaproveitamento de PVC. “A ação é inspirada na criação da terapeuta ocupacional Grace Gasparini, do Mato Grosso do Sul, para crianças com disfunções neuromotoras”, explica a terapeuta ocupacional da universidade Marjorie Heloise Masuchi sobre a ideia, que funciona em parceria com diversos grupos.

As indicações para receber os materiais, geralmente vem por encaminhamento de estudantes, professores ou por entidades que já conhecem o trabalho e, a partir disto, é necessário um aprofundamento para a personalização. “É feita avaliação econômica da família e se não possuir a renda simbólica que é pedida para a produção, nós fazemos a doação”, comenta a responsável pelo projeto, Natasha Carreno, que ressalta o apoio de forma beneficente em alguns casos.

O processo inclui a verificação das medidas anatômicas dos pequenos e a possibilidade de usar os equipamentos. Destacam-se entre os mais pedidos: cadeiras escolar, de banho e de suporte sanitário.

Para quem ajuda, o processo é enriquecedor, porque, além do desempenho como profissional, traz também o desenvolvimento pessoal. “Agente aprende a ter soluções para diferentes tipos de problemas. É um trabalho que beneficia os pacientes e saber disso é gratificante”, exclama a estagiária Marua Hindi, que já observa que sua carreira fará diferença na vida dos outros.

Entre as novidades, no mês passado o Adapto participou da 15a Reatech, feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade, na Capital. Desde 2011, o programa integra a atividade com apresentação de alguns de seus mobiliários.

Fonte: DIÁRIO DO GRANDE ABC

Por: Stefanie Sterci

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