FAQ

O que é o PVC?

PVC (policloreto de vinila) é um polímero termoplástico composto por 57% de cloro e 43% de eteno (derivado do petróleo). É um dos plásticos mais versáteis e utilizados no mundo, presente em tubos, janelas, embalagens, calçados, fios, brinquedos, revestimentos, entre outros. Sua principal vantagem é a durabilidade: pode durar até 100 anos, dependendo da aplicação.


O cloro é exclusivo do PVC?

Não. Cerca de 30% do cloro produzido é utilizado especificamente na fabricação do PVC. Os 70% restantes são empregados em diversas outras aplicações, como na produção de outros plásticos (poliuretano, policarbonato), epóxi para pás de turbinas eólicas, baterias de carros elétricos, painéis solares, desinfecção de água potável, tratamento de esgoto e na fabricação de quase 90% dos medicamentos. O PVC é composto por 57% de cloro.


PFAS são utilizados na produção de PVC?

Substâncias per e polifluoroalquil (PFAS) não são utilizadas diretamente como matéria-prima na produção do PVC. No entanto, PFAS poliméricos estão presentes em equipamentos e materiais usados no processo produtivo devido à sua durabilidade em condições extremas. São empregados em membranas e diafragmas sem amianto para eletrólise, juntas e tubos ou vasos revestidos, essenciais na produção de cloro-álcali e, consequentemente, do PVC. A indústria segue normas ambientais rigorosas e busca constantemente alternativas e melhorias nos processos.


O PVC é tóxico?

Não. O PVC é um produto inerte, atóxico e seguro. Embora o monômero utilizado em sua fabricação tenha tido sua toxicidade identificada na década de 1970, os processos industriais foram amplamente modernizados, com sistemas fechados e rigoroso controle regulatório, garantindo a total segurança dos trabalhadores e a inexistência de risco ao consumidor final.

Sua principal matéria-prima é o sal marinho, recurso abundante na natureza. Cerca de 57% da resina de PVC tem origem no sal, e os 43% restantes vêm do petróleo, que pode ser substituído por eteno derivado da cana-de-açúcar, tornando a resina potencialmente derivada de fontes renováveis. O PVC é amplamente utilizado em aplicações sensíveis como transporte de água potável, embalagens de alimentos e medicamentos, e na área médica. É aprovado por órgãos reguladores como Anvisa, FDA, Farmacopeia Europeia, entre outros.


O sistema REACH restringe o uso de PVC?

Não. O REACH, sistema legislativo da União Europeia gerenciado pela ECHA, não restringe o uso de PVC.


O PVC precisa de aditivos para ser processado?

Sim. A resina de PVC pura é um pó branco que não pode ser processado industrialmente sem aditivos. A mistura de resina com aditivos forma o composto de PVC, que é então transformado em produtos como tubos, conexões, perfis, laminados entre outros.

O tipo de resina e os aditivos utilizados determinarão as características finais dos produtos em PVC, que podem se apresentar nas formas rígida ou flexível, transparente ou opaco, dentre diversas outras características.


Ftalatos são os únicos aditivos que conferem flexibilidade ao PVC?

Não. Existem outras substâncias com a mesma função que também são utilizadas na composição do PVC.


Os ftalatos são tóxicos e prejudicam a saúde humana?

Ftalatos são substâncias que conferem flexibilidade ao PVC, presentes apenas em produtos flexíveis como mangueiras, fios, calçados, bolsas de sangue, entre outros.

São alguns dos produtos químicos mais estudados no mundo. São estudos de avaliação de riscos rigorosos realizados pela União Europeia, e também por outros órgãos científicos internacionalmente respeitados, o que levou a medidas regulatórias, inclusive no Brasil. Os resultados dessas avaliações e disposições regulatórias têm demonstrado a segurança dessas substâncias nos vários segmentos nos quais são utilizados. Quando necessário, parâmetros e limites específicos já foram definidos para garantir a segurança de seu uso.

No Brasil, existem requisitos específicos para o uso de diferentes tipos de ftalatos (por exemplo, de baixo peso molecular e de alto peso molecular) em setores como brinquedos e materiais de contato com alimentos.

A composição PVC + ftalato é utilizada em produtos como bolsas de sangue e soro (o sistema PVC + ftalato é o único que mantém o sangue por mais tempo em condições de uso), cateteres, entre outros, com aprovação de entidades reguladoras do setor de saúde, como a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde, FDA – Administração Federal de Medicamentos e Alimentos dos Estados Unidos, Farmacopeia Europeia, dentre tantos outros órgãos competentes, o que comprova a segurança de sua utilização.


Produtos de PVC são tóxicos por conter chumbo e cádmio?

Não. Os estabilizantes térmicos à base de chumbo foram substituídos voluntariamente por alternativas como cálcio/zinco desde 2002. A substituição foi promovida pelo Instituto Brasileiro do PVC e seus associados.

Atualmente, as normas técnicas já preveem a não utilização de sais de chumbo em tubos e conexões e outros segmentos seguiram o mesmo caminho, como o de forros de PVC, por exemplo. Os novos desenvolvimentos de produtos também já consideram a não utilização de estabilizantes a base de sais de chumbo.

Dando continuidade a esse movimento, o Instituto Brasileiro do PVC junto com seus associados fabricantes de estabilizantes assinaram um termo de cooperação com o objetivo de parar a comercialização de estabilizantes base Pb e Cd no Brasil a partir de 1º de abril de 2025.


A produção e incineração do PVC são os principais emissores de dioxinas?

Não. Estudos mostram que a produção e incineração de PVC não são os principais emissores de dioxinas.

Elas são formadas como subprodutos não intencionais de processos industriais que contêm cloro, ou da queima de materiais com cloro. Assim, tanto atividades humanas quanto naturais contribuem para as emissões de dioxinas. Dentre as ações humanas: produção industrial, incineração de resíduos ou até mesmo queima de lenha. Dentre as atividades naturais: incêndios florestais, erupções de vulcões e outras atividades fora do domínio de ação humana.

Apontar o PVC como principal causador das emissões de dioxinas porque contém cloro em sua composição está totalmente equivocado, não tendo base em qualquer estudo científico.

No Brasil, a contribuição da produção de PVC para emissões de dioxinas é de apenas 0,33% do total de emissões identificadas no Inventário Nacional de Fontes e Estimativa de Emissões de Dioxinas e Furanos, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente. Em relação a incineração de resíduos de serviço de saúde, que é a categoria onde o PVC pode ser associado, foi de apenas 3,4%. Lembrando que diversos resíduos além do PVC devem ser considerados.


Produtos de PVC são perigosos em caso de incêndio?

Não. O PVC é resistente à ignição e à propagação de chamas, sendo considerado “antichamas”. Por isso, é utilizado em aplicações de alto risco como fios, cabos e forros de postos de gasolina.


Durante o processamento, o PVC emite fumaça tóxica?

Não. O PVC é processado entre 150ºC e 180ºC, temperaturas abaixo daquelas que causam sua decomposição (250ºC). Em condições normais de processamento, não há emissão de gases prejudiciais.


O PVC é difícil de reciclar?

Não. O PVC é 100% reciclável. A reciclagem depende da coleta seletiva adequada e da separação correta dos resíduos, como ocorre com qualquer material reciclável.


O PVC pode ser reciclado várias vezes?

Sim. O PVC pode passar por diversos ciclos de reciclagem sem perder suas propriedades, desde que bem processado.


Qual é a taxa de reciclagem do PVC no Brasil?

A taxa média de reciclagem pós-consumo do PVC é de 16,4%, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro do PVC. A menor presença do PVC no lixo urbano se deve à sua longa vida útil: 70% dos produtos podem durar até 100 anos.


Quais produtos podem ser feitos com PVC reciclado?

Tubetes industriais, componentes de calçados, tapetes automotivos, mangueiras, manoplas de motocicletas, eletrodutos, entre outros.


O PVC é um material sustentável?

Sim. A cadeia produtiva do PVC tem dado importante contribuição para o Desenvolvimento Sustentável global.

A resina que dá origem ao PVC é composta 57% por cloro (obtido através da eletrólise do sal marinho). Ou seja, mais da metade da composição química do PVC tem origem em um recurso natural abundante, e por isso, apresenta uma pegada de carbono reduzida, se comparada com outros plásticos.

Os outros 43% da composição do PVC vem do eteno, proveniente do petróleo e que pode ser substituído pelo eteno proveniente de fonte renovável, por exemplo, da cana-de-açúcar.

Uma observação importante é que o cloro é obtido durante a eletrólise juntamente com a soda cáustica, importante insumo da nossa sociedade. E é esse cloro que é destinado à fabricação do PVC, além de ser usado em outros segmentos, ou seja, a produção da resina de PVC é uma das formas e a maior de destinação do cloro.

O PVC tem um tempo de vida útil bastante longo e por isso é aplicado intensamente em produtos da construção civil que precisam ter grande durabilidade, ou seja, o material demora para ser descartado. Quando isso acontece, o PVC pode ser reciclado já que é um material 100% reciclável. Ao contrário do que muitos pensam ou desconhecem, a reciclagem mecânica do PVC existe no Brasil e sim, há empresas que reciclam esse material.

Os produtos de PVC estão completamente inseridos nos pilares da sustentabilidade: atendem de forma eficaz a necessidades vitais da sociedade em área como habitação, saneamento básico e saúde; o filme de PVC ajuda na proteção dos alimentos no ponto de venda e no transporte, contribuindo para reduzir o desperdício e evitando que produtos estraguem e sejam descartados; ajudam a proteger o meio ambiente, como nos tubos e conexões de PVC que são largamente empregados em saneamento básico, as janelas de PVC que proporcionam excelente isolamento acústico e térmico, propiciando substancial economia de energia; por sua facilidade de instalação e baixa manutenção, os produtos de PVC são extremamente competitivos, com excelente custo/benefício para áreas como habitação, eletroeletrônicos, indústria automotiva, dentre outras.