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PVC, preservando o meio ambiente – 2007

Talvez você nem imagine, mas o PVC está constantemente no seu dia-a-dia. Ele está presente em cartões de crédito, computadores, embalagens, bolsas de sangue e soro, painéis de veículos, calçados, brinquedos, na arquitetura, na construção civil, entre outros setores. Por causa disso, ele é um dos materiais mais estudados em todo o mundo, possuindo a aprovação de órgãos governamentais dos países com as mais rigorosas legislações nas áreas ambiental e de saúde, como EUA e Comunidade Européia.


Para se ter uma idéia disto, no dia 27 de fevereiro de 2007, o U.S. Green Building Council (USGBC), o mais importante órgão dos Estados Unidos quando o tema é Construção Sustentável, divulgou um relatório que atesta a segurança do PVC. Ele mostra que a performance do PVC é igual a de qualquer outro material utilizado no setor e adequado a todos os padrões no que diz respeito a impactos ambientais e de saúde humana. A avaliação foi realizada pelo Comitê Consultivo Técnico Científico (TSAC) do USGBC, com base em diversos estudos de Análise de Ciclo de Vida do PVC. Para o TSCA, o PVC não apresenta nenhum risco à saúde e ao meio ambiente.


O USGBC é a referência para profissionais de arquitetura e design. A nossa expectativa é de que a avaliação influencie positivamente em outros segmentos, valorizando a aplicação do conceito de desenvolvimento sustentável.


O PVC é o único material plástico que não é 100% originário do petróleo. Sua principal matéria prima é um recurso inesgotável na natureza: 57% de cloro (derivado do sal marinho) e 43% de eteno (derivado do petróleo). Por ser atóxico, leve, resistente, impermeável e não inflamável é indicado para diversas aplicações, do painel do carro, à fabricação de bolsas de sangue. Destaca-se ainda por ser um excelente isolante térmico, contribuindo para a diminuição do consumo de energia elétrica e emissão de gases causadores do efeito estufa.


Um estudo realizado pelo governo do Japão constatou que se as janelas de alumínio, que representam cerca de 90% do total das janelas do país, fossem substituídas por esquadrias de PVC, parte da meta do Japão no Protocolo de Kyoto seria atingida. Isso porque o isolamento térmico proporcionado pelo PVC é três vezes maior que o do alumínio. Dessa forma, os aparelhos de calefação e refrigeração consumiriam menos energia elétrica e conseqüentemente menor quantidade de CO2/resíduos de carbono do efeito estufa seria emitida.


O estudo apenas confirma que o processo de produção e a utilização do PVC atendem às exigências de caráter ambiental, social e econômico relacionadas com o conceito de Desenvolvimento Sustentável, tanto por empregar matérias-primas renováveis em sua fabricação, redução do consumo energético, quanto por disponibilizar produtos que contribuem fortemente para a melhoria de qualidade de vida da sociedade.


Para se ter uma idéia, mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo não recebem água tratada, 2 bilhões não têm acesso a Saneamento Básico e em muitas regiões do planeta a água é escassa. Tudo isso impõe a necessidade de se implantar sistemas eficientes de coleta de água, de transporte, irrigação, entre outras medidas. Nesse contexto, o PVC é a melhor matéria-prima para a solução desses problemas, especialmente por sua ótima relação custo-benefício.


Além disso, há mais de 50 anos o PVC contribui significativamente para a evolução da medicina. São mais de 250 milhões de produtos à base de PVC utilizados anualmente, entre bolsas de sangue e de soro, cateteres e dezenas de outros equipamentos.


Por seus compromissos éticos, o Instituto do PVC está sempre colocando em prática os princípios do Desenvolvimento Sustentável, demonstrando o quanto está preocupado e atento com o tema. Somente com essa postura atuante e participativa, com uma posição ecológica e socialmente correta e com informações científicas atualizadas será possível deixar clara a importância da cadeia produtiva do PVC para a sociedade brasileira.


Fonte: Envolverde (www.envolverde.com.br),

Artigo escrito por Miguel Bahiense Neto,

Diretor Executivo do Instituto do PVC.

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