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Me desculpem mas embalagem é fundamental – 2002

No Brasil, o segmento de embalagens tem significativa rentabilidade, sendo responsável por receitas anuais de 7,5 bilhões de dólares, o que corresponde a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB).


Parafraseando o poeta Vinicius de Morais, 'as feias que me desculpem mas beleza é fundamental', eu arriscaria dizer que nas embalagens não só a beleza é importante. Elas têm também que cumprir funções mais nobres como proteger e valorizar o produto. Com um simples olhar em torno do ambiente que nos cerca, podemos facilmente notar as embalagens, até mesmo em lugares que nunca imaginamos.


No início do ciclo de vida dos seres humanos, quando ainda estávamos no útero materno – este, a primeira embalagem com que temos contato, que nos protege, dá segurança, proporciona conforto e bem-estar, garantindo-nos a própria vida e exercendo aí, em toda sua plenitude, as funções que lhe foram atribuídas.

Na outra ponta, não diferentemente do nascer, ao encerrarmos nosso ciclo de vida, a embalagem está lá presente, mas agora com outras funções, as quais deixo a cargo da imaginação do leitor.


Frente a estes dois marcos, que delimitam nossa existência, as embalagens são parte integrante de nossas vidas, e manifestam-se nas mais diferentes formas, a ponto de movimentarem 500 bilhões de dólares no mundo inteiro, significando um consumo de 85 de dólares per capita.


No Brasil, o segmento de embalagens também tem significativa representatividade, sendo responsável por receitas anuais de 7,5 bilhões de dólares, representando 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) e gerando 140 mil empregos entre diretos e indiretos. Basta circular por um hipermercado de qualquer cidade para perceber o estágio de desenvolvimento em que se encontra esta atividade.


Nós, brasileiros, estamos determinados a participar da economia global e para isso estamos nos esforçando para desenvolver uma estrutura produtiva cada vez mais competitiva.


Não tenho dúvidas que a indústria de embalagens instalada no país está, hoje, equipada para oferecer quase todas as soluções disponíveis no mercado internacional, até porque a maior parte das grandes empresas mundiais de embalagens está presente em nosso mercado, o que nos permite dispor das últimas inovações e recursos tecnológicos.


No concorrido mercado, as embalagens que tiverem designs mais arrojados e modernos vão se destacar. Isto porque o design cria as primeiras expectativas no consumidor e a embalagem, cumprindo seu papel, constrói uma linguagem visual própria e característica para cada categoria de produtos. Com a evolução da tecnologia, as embalagens foram incorporando cada vez mais recursos e efeitos visuais.


A vida nas grandes cidades não seria possível sem a utilização intensiva das embalagens para prover o abastecimento nas suas mais variadas modalidades logísticas e garantir o consumo de milhões e milhões de pessoas. Contudo, do ponto de vista ambiental, depois de utilizada, a embalagem se transforma em um dos componentes do lixo urbano, e embora não se constitua no maior responsável por ele, ela aparece como item de maior visibilidade.


Esta preocupação com o impacto das embalagens no meio ambiente levou a indústria a estudar maneiras de reciclar os materiais com o objetivo de reutilizá-los, pois esta é uma das chaves para a melhoria de qualidade de vida das futuras gerações, representando uma oportunidade de negócio para aqueles que têm iniciativa e espírito empreendedor.



PVC nas embalagens


Dentro deste surpreendente e sempre desafiador mercado das embalagens surge o PVC, um plástico onipresente na vida cotidiana, seja por sua versatilidade, excepcionais propriedades (como transparência, brilho, flexibilidade, impermeabilidade, alta resistência ao impacto, inocuidade a reciclabilidade), características de fácil transformação, além, é claro, da excelente relação custo-benefício.

Combinados, estes aspectos revelam suas potencialidades de aplicação, condições estas indispensáveis a qualquer projeto.


Na segmentação do consumo nacional de PVC a participação das embalagens vem crescendo continuamente ano a ano, passando de 6% em 1998 para 9% em 2002. Suas aplicações são as mais variadas possíveis, pois as embalagens de PVC podem ser rígidas ou flexíveis e transparentes ou opacas, e a faixa de exemplos citados fala por si só: desde bolsas de sangue e blisters para a indústria farmacêutica, até grandes silos para estocagem dos mais variados tipos de produtos, passando por materiais de higiene e limpeza, frascos para cosméticos, filmes para proteção de alimentos, garrafas de água mineral, materiais para indústria automobilística, entre vários outros, demonstrando aí toda sua formidável versatilidade.


Ao fazer uma espécie de contraponto à análise do ciclo de vida citado no texto, o PVC comprova ter um excelente desempenho ambiental, não só porque sua produção é uma das mais econômicas em termos de consumo de energia, mas também por ser um dos únicos materiais plásticos que não é originário exclusivamente do petróleo, pois 57% provém do sal-marinho em forma de cloro e o restante de eteno, este um derivado do petróleo.


É importante ressaltar que a participação do PVC no lixo urbano é menor que 0,5% e mesmo com um ciclo de vida altamente duradouro, não se pode ignorar os riscos que eventualmente possa causar à natureza e à sociedade, como qualquer outro produto desenvolvido pelo engenho humano.


Artigo escrito por Francisco de Assis Esmeraldo,

Presidente do Instituto do PVC.


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