Instituto Brasileiro do PVC

Mitos e verdades sobre Produtos

MITO - Dioxinas são formadas na incineração do PVC


VERDADE - Dioxina é o termo usado para diversos compostos aromáticos clorados, que consistem em um grupo chamado dibenzo-p-dioxinas policloradas e dibenzo-furanos policlorados. O primeiro grupo (PCDDs) é formado por 75 tipos congêneres e o segundo (PCDFs), por 135 tipos. Apesar da grande quantidade de congêneres, apenas 17 tipos são reconhecidamente tratados como potencialmente nocivos à saúde. 


Em essência, as dioxinas contêm em sua fórmula química átomos de carbono, oxigênio, hidrogênio e cloro, sendo formadas em elevadas temperaturas, na faixa de 350°C e na presença de catalisadores e outras condições específicas de processamento. 


A informação de que o PVC, por conter cloro, hidrogênio e carbono formaria dioxinas, na medida em que o processo de incineração ocorre a elevadas temperaturas, é inverídica. Além de totalmente equivocada, esse tipo de afirmação não tem base em qualquer estudo científico.


Independente disso, sabe-se, cientificamente, que a relação entre incineração de resíduos (mesmo os industriais) e a emissão de dioxinas não tem qualquer relação com a quantidade de cloro alimentada no incinerador. 


Vale destacar que o PVC é o segundo plástico mais produzido no mundo, sendo que sua principal aplicação é a construção civil. No Brasil, cerca de 70% de toda resina de PVC produzida anualmente se destina a esse segmento. Com isso, é um dos plásticos menos presente no lixo urbano, embora seja um dos mais fabricados.


Um estudo [2] conduzido nos Estados Unidos pela Associação Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) analisou 1900 testes realizados em 169 incineradores no mundo, todos de grande escala e de uso comercial. 


Sendo o PVC uma das muitas fontes de cloro em resíduos a serem incinerados, mesmo colocando nenhuma, pouca ou muita quantidade de PVC (ou de cloro via outras fontes), não haverá aumento na emissão de dioxinas. O fato científico encontrado no estudo é que o que define a quantidade de dioxinas emitida em um processo de incineração são as condições operacionais dos incineradores (principalmente temperatura), bem como o design do equipamento. A composição do lixo a ser incinerado – ou seja, se ele tem muita, pouca ou nenhuma quantidade de cloro, independentemente da origem – é deixada em segundo plano, mostrando-se irrelevante.


As atuais normas de construção de incineradores utilizaram o estudo da ASME e outros como base. Desta forma, os incineradores devem operar com determinados requisitos, exigidos pelas normas, que acabam por destruir as dioxinas. Entre eles: temperatura acima de 850ºC; tempo de residência acima de 2 segundos, o que garante que as possíveis dioxinas geradas sejam destruídas; deve haver turbulência nos gases gerados, o que garante a difusão de temperatura, ou seja, temperaturas homogêneas em todos os pontos; concentração de oxigênio, que depende da carga que entra no incinerador (balanço material) e resfriamento dos gases rapidamente, para que se evitem as zonas de reformação, ou seja, com resfriamento rápido as dioxinas não são formadas novamente.


Além disso, existem os outros tipos de controles, como a lavagem de gases, etc, que garantem emissões (de outros gases) seguras ao meio ambiente e à saúde da população. 


É importante observar que as dioxinas não são geradas somente devido a processos industriais, mas também por processos naturais, que não foram criados pelo homem, como incêndios florestais, erupções vulcânicas, entre outros. Embora existam processos industriais geradores de dioxinas, estes não são os principais emissores atualmente, conforme observado no gráfico abaixo:


 


De acordo com o gráfico do U.S. Environmental Protection Agency (EPA) com base em dados de 2004, é possível verificar que incêndios naturais em florestas respondem por 54% das dioxinas emitidas nos Estados Unidos atualmente. A incineração representa apenas 2% do total. 


[2] Relationship Between Chlorine in Waste Streams and Dioxin Emissions From Combustors of the ASME Research Committee on Industrial and Municipal Wastes, CRTD-Vol. 36, Prepared by H. Gregor Rigo Rigo & Rigo Associates, Inc. A. John Chandler A. J. Chandler & Associates, Ltd. W. Steven Lanier Energy & Environmental Research Corp. Reviewed and approved by ASME Research Committee on Industrial and Municipal Wastes. The American Society of Mechanical Engineers United Engineering Center 345 East 4th Street / New York, NY 10017.



MITO - PVC é difícil de ser reciclado.


VERDADE - O PVC é 100% reciclável e, como qualquer termoplástico, pode ser facilmente reciclado. (clique aqui para ler mais sobre reciclagem do PVC). Os processos de fabricação de produtos de PVC reciclado são os mesmos utilizados para a fabricação de produtos feitos com matéria prima virgem.


A questão está nas condições dos resíduos que serão reciclados. Para que a reciclagem seja efetiva a coleta seletiva do PVC deve ser adequada, evitando contaminação do resíduo a ser reciclado assim como a mistura com diferentes tipos de plásticos. Essa não é uma característica específica do PVC, mas de todos os materiais recicláveis.


A indústria de reciclagem do PVC no Brasil é consolidada e vem se desenvolvendo ano a ano. A pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do PVC chamada de “Monitoramento do Índice de Reciclagem Mecânica do PVC no Brasil" mostra bem essa evolução. Veja os indicadores de reciclagem clicando aqui.



MITO - O PVC emite fumaça tóxica em incêndios


VERDADE - Em ambientes de incêndio, qualquer material inflamável que entre ignição e propague chamas, emite fumaça tóxica, podendo ser esta toxidade de maior ou menor grau. Porém, é necessário verificar o comportamento desses materiais em fases anteriores a essa emissão, no que diz respeito à ignição (facilidade ou dificuldade para o material pegar fogo) e propagação de chamas (potencial do material em sustentar a chama e espalhá-la para outras superfícies).


O PVC é muito resistente à ignição e, assim, tem a vantagem de dificultar que um incêndio se inicie. Se iniciado, o PVC contribui para que o fogo não se alastre rapidamente, pois a velocidade de propagação de sua chama é muito lenta, além de não se sustentar. A característica “antichamas” torna o PVC um dos mais utilizados em aplicações de elevado risco, como fios e cabos e forros de postos de gasolina, por exemplo.



MITO - Durante o processo de transformação, o PVC emite fumaça tóxica


VERDADE - A temperatura de processamento do PVC se dá entre 150 e 180ºC, variando de acordo com o tipo de PVC e com o processo de transformação, o que está bem abaixo do necessário para a decomposição do material. Para que haja liberação de gases durante o processo de transformação, são necessárias temperaturas de aproximadamente 250ºC, ou seja, deve haver degradação do PVC. As emissões verificadas no caso de não haver decomposição não serão prejudiciais aos operadores. 

Instituto Brasileiro do PVC - Av. Chedid Jafet, 222 - Bloco C 4º andar - Vila Olímpia - CEP 04551-065 - São Paulo - SP | Tel. 11 2148-4735 - info@pvc.org.br
© 2017 Instituto Brasileiro do PVC